Como contar a minha história? Comece com a busca em seu Google Interno!

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Todos os dias nós observamos narrativas, seja no jornalismo, na publicidade ou no meio corporativoA observação e prática nessas áreas foi o que levou, inclusive, o nosso mentor de narrativas Olavo Pereira Oliveira a elaborar um método prático para qualquer pessoa aprender a contar boas histórias, a praticar o tão falado Storytelling.

Mas afinal o que é Storytelling? Existem alguns princípios que fazem qualquer conteúdo e oportunidade de comunicação uma verdadeira narrativa mas vamos deixar esse assunto para explorar depois. No momento, as perguntas que devem estar pipocando na sua mente também passam pela minha a todo instante:
“Por onde devo começar?”
“Quero escrever a minha história ou da minha empresa, como expressar tudo numa só apresentação?”
“Me convidaram para falar num evento, como devo montar uma palestra?”

O primeiro passo, pra mim, é se desprender de tudo antes de começar. Estar pronto para contar uma história verdadeira. Deveria ser algo óbvio mas muitas vezes observamos que, mesmo de forma inconsciente, algumas pessoas ou marcas acabam omitindo coisas e, assim, se afastam da verdade e da possibilidade de se conectar com as pessoas.

Antes de partir para um exercício prático, tente observar um pouco do que chamamos de verdade numa narrativa nesse vídeo publicitário. Não é toda propaganda que faz isso mas temos visto cada vez mais exemplos de boas e simples campanhas como a Towards Zero, pelo fim das mortes na estrada.

Por que no vídeo acima tem uma narrativa verdadeira? Primeiro, por que conseguimos criar com essa história uma conexão empática. A famosa empatia que a gente tanto ouve falar, definida como uma capacidade que todos temos de nos colocarmos no lugar do outro. Se você sentiu um nó quando viu a família dele se aproximando é porque relacionou com algo seu, com a sua família, com o medo de perder entes queridos. A empatia também é algo que vemos quando assistimos a um filme e nos identificamos com a busca do protagonista. Quando amamos, tememos ou torcemos por um personagem, estamos fazendo isso por nós mesmos.

A empatia é o primeiro dos cinco princípios que acreditamos que toda boa narrativa contém. O outro fundamental é o conflito. Totalmente conectado à empatia. Existe empatia porque existe conflito, e existe conflito porque existe empatia. O conflito acontece quando a gente expõe uma dualidade por meio de uma pessoa comum. Por que por um lado pode parecer que reduzir de 250 para 70 as mortes em estradas ser algo aceitável. Mas por outro, como assim aceitar que ainda existam mortes? Uma boa narrativa expõe e de certa forma desarma essa armadilha na qual os nossos próprios pensamentos nos colocam.

A partir desse conflito, se desdobram outros dois princípios, as viradas e o clímax. E toda narrativa vai ter pelo menos duas viradas. Uma antes e outra depois que fomos apresentados ao conflito. A primeira naquele momento tenso em que entram as 70 pessoas. A segunda, quando ele se dá conta que é sua família e é apresentado à segunda pergunta. Isso nos leva a esse momento climático da história, no abraço dele com a família. E, por último, a mensagem essencial que expressa a grande verdade sobre o tema que essa história aborda: não há ninguém que alguém não vá sentir falta. Um soco no estômago, não é? Mas para a alma, faz bem. 

Pense num filme ou numa série que você gosta. Pense também: por que você gosta? O que faz você criar essa conexão empática? Isso sem dúvida vai dizer muita coisa sobre quem você é.

GOOGLE INTERNO: EXERCÍCIO PARA VOCÊ COMEÇAR A CONTAR A SUA HISTÓRIA

As pessoas de fato, a partir de suas percepções, questionam tudo aquilo que veem, se fazendo as perguntas que o autor daquela narrativa deixou de fazer antes de publicá-la. E hoje o feedback chega em tempo real via redes sociais.

As pessoas não aceitam qualquer comunicação hoje em dia e isso acontece porque por um lado a gente tem a possibilidade de pesquisar, ir no Google digitar a dúvida que tiver e sair atrás pesquisando, abrindo páginas, páginas, feeds, vídeos, baixando e-books. Recebemos ótimas orientações sobre como otimizar páginas, usar palavras-chave, ser melhor encontrado.

Por outro lado, tem outra ferramenta que sempre esteve na nossa mão e que de certa forma toda essa profusão de informação nos desconectou dela: é o poder de fazer uma pesquisa dentro da gente mesmo. No nosso Google Interno.

Eu fiz a experiência de consultar o meu Google Interno. Mas antes eu fiz uma pesquisa no Google mesmo com o meu nome. É uma forma de confrontar percepção externa X percepção interna. Para o Google, se eu pesquisar o meu nome, vai aparecer um monte de mulheres porque é um nome muito comum. No entanto, se eu for afunilando, com nome completo, profissão e cidade, já começa a aparecer alguns detalhes sobre a minha história contada na cidade onde vivo hoje. E será que é essa a história que eu quero contar sobre a minha vida?

Essa é uma reflexão que você pode fazer: pesquise o seu nome no Google, veja se tem algum texto pronto que você não reconhece como algo autêntico e perceba o que você reconhece de autêntico ali. Reflita e confronte o Google externo com o Google interno: qual é a sua verdadeira motivação? E por quê?

Histórias são contadas de pessoa para pessoa. Pense na sua experiência com marcas e em quais você se identifica antes de começar a contar a história do seu projeto, marca ou empresa. O que me inspira, por exemplo, são aquelas marcas que conseguem se comunicar de forma natural, quando parece que estou conversando com uma pessoa e não com uma equipe ou um robô.

NARRATIVAS PESSOAIS COMO PONTO DE PARTIDA

Para trazer Storytelling para a comunicação do produto, da marca, a gente primeiro tem que olhar para como a gente conta a nossa história pessoal.

Na série #minhanarrative, por exemplo, onde convidamos pessoas para compartilhar em 1 minuto uma história pessoal, percebemos que a mensagem essencial de cada pessoa tem total relação com o que a pessoa coloca no mundo como serviço, produto ou empresa. Assista ao vídeo da Lise, empreendedora que criou o Comida com Sentido, e perceba um pouco do que estou falando.

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O MAPA DA NARRATIVA – DESCOBRIR + CONSTRUIR + CONTAR

Como fazer essa pesquisa então para descobrir o que é essencial na nossa história? Fazer ela expressar aquilo que a gente tem de único, de autêntico? Foi para ajudar pessoas a construírem suas histórias que desenvolvemos o método O Mapa da Narrativa. O primeiro passo é justamente DESCOBRIR mensagens a partir de algumas perguntas norteadoras, que muitas vezes são pontos de partida para acessarmos outras camadas mais profundas, que podemos acessar perguntando-se os “por quês” 1, 2, 3 vezes.

Desta forma, conseguimos muitas vezes chegar a eventos significativos da nossa vida e a insights bem tangíveis sobre o nosso papel no mundo. E a partir daí podemos CONSTRUIR e CONTAR a nossa história para ser apresentada em qualquer meio como no perfil do linkedin, para montar uma palestra ou para contar no “quem somos” do nosso site.

Baixe o guia O Mapa da Narrativa gratuitamente AQUI.

Ana Paula Santos
Ana Paula Santos
Jornalista e Fotógrafa de histórias de amor no Save the Love. Acredita no poder da narrativa para retratar a essência de cada pessoa e suas verdadeiras histórias.

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